Vida e carreira de Emílio Santiago vão virar documentário

No dia 20 de março de 2003, a música brasileira perdia uma das suas vozes mais bonitas: Emílio Santiago, morre após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) aos 66 anos. Seis anos se passaram e agora, sua vida pessoal e carreira serão mostradas em novo documentário com as participações especiais de Beth Carvalho e Alcione e, show tributo de Wander Pires. O projeto é idealizado pelo historiador Marcos Roza.

Dono de uma das vozes mais poderosas da MPB, o cantor imortalizou sucessos como “Saigon” e “Verdade Chinesa”. Com idealização e pesquisa do historiador Marcos Roza, o documentário “Emílio Santiago e as Sete Aquarelas” será dirigido por Paulo Fontenelle. A obra cinematográfica resgatará a infância do cantor no Catete, bairro da zona sul do Rio onde o artista viveu criado pela mãe adotiva e se apaixonou pela música nacional ouvindo grandes cantores da era de outro das rádios brasileiras. O doc segue pelo início da carreira de Emílio Santiago, vai com ele à faculdade de Direito e destaca a consagração dele intérprete de “Aquarela Brasileira” (1988).

O filme contará com depoimentos de artistas e pessoas que conviveram com Emílio, como as cantoras Beth Carvalho e Alcione. Imagens do sambista Wander Pires se preparando para um show em homenagem ao cantor serão intercaladas na narrativa. Para essa grande produção, o historiador contou com um materiais fotográficos e itens do acervo pessoal do cantor, guardados em um apartamento em Copacabana. No acervo sob a tutela de Márcio Tadeu Ribeiro Francisco, há, por exemplo, uma estante de fitas VHS com registros feitos pelo próprio cantor.

As cantoras Alcione e Beth Carvalho estarão no documentário em homenagem a Emílio Santiago

O pesquisador Marcos Roza também destaca uma coleção de letras de músicas escritas à mão por Santiago. “Ele fazia com o próprio punho uma letra muito bem desenhada. Ele escrevia todas essas composições famosas que se imortalizaram na sua voz, era sua forma de decorar as músicas.” O projeto, conduzido pela Urca Filmes, deve ser rodado graças a leis de incentivo fiscais e deve começar a ser filmado nos próximos meses. A previsão, se tudo ocorrer como programado pelo historiador e pela direção do documentário “Emílio Santiago e as Sete Aquarelas” é de o audiovisual fique pronto no segundo semestre deste ano.

 


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