Rolé Carioca faz passeio pela história de Botafogo

Enseada de Botafogo

Sucesso em sua primeira edição, em 2013, o Rolé Carioca volta este ano com novidades e surpresas. A começar pelos bairros visitados, que serão diferentes do ano passado: Botafogo, São Cristóvão, Região Portuária, Meier, Praça XV-Castelo e mais um bairro que só será revelado posteriormente. Também será possível desta vez o público que acompanhar os professores da Universidade Estácio de Sá entrar em locais de importância histórico-cultural para o Rio e o Brasil. O primeiro bairro a ser visitado será Botafogo, no dia 27 de julho. O ponto de encontro está marcado para a Praça Nelson Mandela, às 9h.

Casa de Rui Barbosa
Casa de Rui Barbosa

O Rolé Carioca, projeto realizado pelo Estúdio M’Baraká e a Estácio, propõe uma viagem no tempo por bairros históricos do Rio que traduzem a alma da cidade além da visão poética “praia e sol”. Através de passeios descontraídos, o projeto mostra o Rio de Janeiro com seus conjunto arquitetônico e bens simbólicos, personagens, curiosidades, acontecimentos históricos.

O passeio é gratuito, então, dizer que está sem grana não é motivo para deixar de ir. Para participar basta aparecer no dia, horário e local combinados. Não precisa fazer inscrição prévia. O roteiro traçado é o seguinte: Rua São Clemente, Casa de Rui Barbosa, Museu do Índio, Praça Corumbá, Casa dos Menezes, Palácio São Clemente, Rua Real Grandeza, Cemitério São João Batista, Rua General Polidoro, Rua Arnaldo Quintela, Praça Eng. Bernardo Saião, Túnel, Mirante Issac Rabim, Botafogo Futebol e Regatas, Hospital Philipe Pinel e Enseada de Botafogo. A Casa de Rui Barbosa foi o local escolhido para que todos os participantes do Rolé Carioca possam conhecer por dentro.

Se você não puder ir neste, programe-se para o próximo. Os passeios são geralmente realizados no último domingo de cada mês, mas em outubro, em virtude das eleições, acontecerá no para o dia 19. O encerramento do Rolé Carioca 2014 será feito em 25 de janeiro de 2015, com a visita à Praça XV e o Castelo. Ou seja, dá pra ampliar muito o seu conhecimento sobre a história do Rio de Janeiro. Não deixe de chamar seus amigos, familiáres e a turma do trabalho.

Botafogo

Enseada de Botafogo
Enseada de Botafogo

A história de Botafogo se confunde com a história da fundação da cidade do Rio de Janeiro em 1565, no Morro Cara de Cão, localizado em frente ao atual bairro, onde hoje está localizada a Fortaleza de São João. Quatro meses após a fundação da cidade, Estácio de Sá resolveu demarcar os limites da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e doou, como era costume na época, a seu amigo Francisco Velho – que também participou da fundação da cidade -, a região do outro lado da atual Enseada de Botafogo. O bairro acabou sendo batizado somente em 1590, quando Antônio Francisco Velho vendeu suas terras para um amigo, João Pereira de Sousa, conhecido como “Botafogo”, por ter sido chefe da artilharia do famoso Galeão Botafogo. Ao longo dos séculos XVII e XVIII começou a ser ocupado lentamente por uma elite que buscava fugir do Centro. No século XX as reformas urbanas mudaram a topografia da região transformando o bairro em uma área de passagem.

 

Principais locais e personagens históricos

Palácio São Clemente
Palácio São Clemente

Casa de Rui Barbosa
Centro de pesquisa em ciências humanas. O museu conta a história de um dos políticos e intelectuais mais importantes do Brasil República.

Museu do Índio
Com a necessidade de preservação e revisão da cultura indígena, seu espaço serve para lembrar que nas terras cariocas existiam duas das principais sociedades ameríndias brasileiras: tupis e tamoios.

Dr. Pinel
Um dos fundadores de tratamentos de doenças mentais no Brasil, com métodos inovadores.

Botafogo de Futebol e Regatas
O Botafogo é uma agremiação poliesportiva brasileira, com sede no bairro homônimo ao clube, que nasceu da fusão do Club de Regatas Botafogo (fundado para o remo em 1894) com o Botafogo Football Club (formado para o futebol em 1904). Um dos principais clubes do Brasil, suas maiores glórias esportivas vêm principalmente do futebol, especialmente entre as década de 1950 e 1960, considerada sua era de ouro. A sede do clube era em um casarão, atualmente demolido, no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a avenida Pasteur.

O Manequinho
Na frente da sede do Botafogo Futebol e Regatas, recuperada depois de anos penhorada e um símbolo do bairro, existe a reprodução do Manneken piss, símbolo de Bruxelas, Bélgica. A imagem passou a ser relacionada ao Alvinegro a partir do Campeonato Carioca de 1957, quando um torcedor vestiu a estátua com a camisa do clube. Depois desse título, o mascote é vestido novamente toda vez que o Botafogo é campeão. Contudo, em 1990, a estátua foi roubada e destruída. Uma nova estátua foi então feita pela fundição de Amadeu Zani, a partir do molde original de Belmiro de Almeida, e instalada em 1993. Em 1994, o Manequinho foi finalmente transferido para a praça em frente ao palacete de General Severiano, retomado pelo clube naquele ano.
São Clemente e São João Batista
Os santos Clemente e João Batista fazem uma dupla importante na história de Botafogo. O papa medieval e o evangelista são uma prova da vinculação do bairro que era parte das terras do Vigário Geral.
Nelson Mandela
Líder da resistência na Africa do Sul contra o apartheid e primeiro presidente negro do país. Dá nome à praça onde será o ponto de partida para o passeio do dia 27 de junho. Localizada em cima da estação de metrô de Botafogo, entre as ruas Voluntários da Pátria e São Clemente, foi inaugurada há apenas três anos.
Paulo Barreto (João do Rio)
Segundo seus biógrafos, ao profissionalizar-se, João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto (Rio de Janeiro, 5 de agosto de 1881 23 de junho de 1921) representou o surgimento de um novo tipo de jornalista na imprensa brasileira do início do século XX. Até então, o exercício do jornalismo e da literatura por intelectuais era encarado como “bico”, uma atividade menor para pessoas que possuíam muitas horas vagas à disposição (como funcionários públicos, por exemplo). Paulo Barreto move a criação literária para o segundo plano e passa a viver disso, empregando seus pseudônimos (mais de 11) para atrair diversos públicos e leitores.

Seja o primeiro a comentar