Primeiro disco de Bruna Mendez tem versos sensíveis, arranjos certeiros e melodias cheias de leveza

O romance tomou conta do disco “O Mesmo Mar que Nega a Terra Cede à Sua Calma”, primeiro álbum da cantora goiana Bruna Mendez.

O romance tomou conta do disco “O Mesmo Mar que Nega a Terra Cede à Sua Calma”, primeiro álbum da cantora goiana Bruna Mendez. Intérprete e compositora das 11 faixas que integram o CD, ela coloca sua voz em um trabalho repleto de versos sensíveis, arranjos certeiros e melodias cheias de leveza neste trabalho produzido por Adriano Cintra e que marca sua estreia no cenário musical independente. O lançamento no Rio de Janeiro será com dois shows nos dias 23 e 24 de agosto, às 20 horas, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. Outra novidade da programação é a inclusão de bandas de abertura. Nesta semana, quem abre o show de Bruna Mendez é o grupo D A G D A com o lançamento do EP “Finalmente Estéreo”.

A primeira e única vez que Bruna esteve no Rio foi em 2008, quando executou um projeto virtual com o músico do Rio, Marcus Vinicius. O projeto chamava “À trois”. O show foi parar em Goiânia, mas a distância tornou inviável manter contato com o Rio. “Amigos aí, só conheço aqueles que ‘fogem’ de Goiânia”, diz a jovem cantota aos risos.

A oportunidade de voltar a cidade veio com o Festival Levada, que neste ano chegou a sua sexta edição e tem como missão difundir a música autoral e independente, fazendo circular o que há de mais novo na cena do país trazendo ao Rio de Janeiro artistas de várias regiões do Brasil. “Conseguir levar um show pro Rio pelo Levada é um privilégio. É sempre privilégio ter toda uma estrutura e pessoas trabalhando para tudo sair da melhor forma possível. Eu sou muito grata por conseguir levar “O mesmo mar…” aí pra cidade. É um momento muito propício porque é o meu disco de estreia, é o gás que a gente precisa pra não morrer na praia. Precisamos desses suspirinhos pra conseguir fazer a coisa andar pelo resto do ano.

E o Levada chega fez a Ipanema entrar no circuito indie nacional num evento que tem a produção e direção geral de Júlio Zucca, curadoria de Jorge Lz e patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura e da Oi – por meio da Lei de Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS. Os ingressos têm preços populares: R$ 20 e meia a R$ 10. Em julho, os shows foram realizados na Tijuca, no Centro da Música Carioca Artur da Távola. 

Dando os primeiros passos mais firmes na carreira de cantora, Bruna ainda não conseguiu viver apenas da sua música. Publicitária, é dela a concepção da capa do CD. “A capa do disco é minha e contou com o desenho de Ritchelly Oliveira e a aquarela de Benjamim Garcia”, enumera.

Bruna Mendes já chegou causando no Spotify. A canção “Calor, Sol e Sal”, que abre o álbum, foi música do dia no streaming de músicas e agora é a 24º, dentre as 50 músicas virais do Brasil (também no Spotify). Bruna cria uma atmosfera rítmica, sensorial e quase palpável. “A música entrou em várias listas, eu não achava que ela tinha esse potencial e é justamente a que mais fala sobre minha relação com Goiânia. O disco tem chegado a lugares e pessoas inimagináveis. Pessoas do Japão estão pagando pelo disco no bandcamp. Nunca imaginei que ele fosse chegar tão longe de forma espontânea”, comemora a cantora independente.

Sua voz carinhosa e interpretação sensível são as grandes protagonistas da obra ao cantar letras formadas por palavras simples, como “Acho que o meu sofá merece você” (em Sorte) e metáforas mais rebuscadas, como o verso que batiza obra (em Brisa). É um disco de canções de amor à moda antiga com uma roupagem muito contemporânea daquilo que é feito no Brasil e no mundo hoje.

Se música tivesse cor, as canções do disco teriam a intensidade do azul oceano. Através de um título quase melódico, a cantora Bruna Mendez lança o seu primeiro disco, fruto de um trabalho desenvolvido ao longo do último ano, numa junção entre compor, criar melodias, produzir e gravar. Produzido por Adriano Cintra, considerado como um dos nomes mais da geração de músicos-produtores de São Paulo. Ele fez parte dos grupos Caxabaxa e Ultrassom, além de ter integrado a exportada Cansei de Ser Sexy.

O show que Bruna Mendez traz para o Festival Levada tem as 11 músicas faixas compostas e elaboradas por ela mesma, com co-autoria da escritora Michelly Jardim, e as canções do seu EP lançado no Festival Bananada de 2014.

Ouça “O mesmo Mar Que Nega a Terra Cede à Sua Calma”

 

SERVIÇO

FESTIVAL LEVADA apresenta BRUNA MENDEZ

LANÇAMENTO DO CD – “O Mesmo Mar que Nega a Terra Cede à Sua Calma”

DIAS 23 e 24 de Agosto | QUA e QUI | 20h
Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176, Ipanema.

Telefone: (21) 2332-2090

INGRESSOS*: R$20,00 | R$10,00
Dica: Metrô Estação General Osório
(cerca de 5 minutos a pé da estação ao local)

 

 

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