História da humanidade passou pela Catedral de Notre-Dame

Tela de Jacques-Louis David "A Coroação de Napoleão", exposta no Museu do Louvre.

São 856 anos de existência. A Catedral de Notre-Dame (Catedral de Nossa Senhora), em Paris, foi local de coroação de três dezenas de reis na França, sobreviveu à Revolução Francesa, era símbolo de glória, poder e luxo; coroou Napoleão Bonaparte como imperador, testemunhou a ascensão da República na França e resistiu a duas guerras mundiais. Nesta segunda-feira, dia 15, ela foi atingida por um incêndio que levou 9 horas para ser apagado e, estima-se que levará cerca de 15 anos para ser recuperada, restaurada e reconstruída, segundo autoridades francesas. Conheça os principais fatos históricos e curiosos que cruzaram a catedral de Paris.

– Um dos elementos mais memoráveis são suas gárgulas, esculturas góticas com aspecto animalesco monstruoso. Acreditava-se que elas protegiam a catedral contra espíritos malévolos. As gárgulas de Notre-Dame têm sua história citada no livro The Gargoyles of Notre-Dame: Medievalism and the Monsters of Modernity (As Gárgulas de Notre-Dame: o Medievalismo e os Monstros da Modernidade, em tradução livre). Infelizmente elas não conseguiram espantar o descaso humano.

– Igreja completa 856 anos em 2019. O monumento parisiense foi construído em 1163, por decisão de Maurice de Sully, então bispo de Paris. A construção levou 180 anos.

– A Catedral de Notre-Dame foi dedicada à Nossa Senhora e, antes mesmo de ser terminada cavaleiros medievais iam até o local, durante as Cruzadas, para pedir proteção antes de partir para o Oriente.

– Escavações abaixo da Notre-Dame revelaram vestígios de uma cidade romana chamada Lutécia, onde estaria um possível templo pagão romano dedicado a Júpiter.

– Sua arquitetura e arte foram feitas por artistas desconhecidos.

– Sofreu grandes danos durante a Revolução Francesa (1789-1799), quando a igreja foi pilhada, e uma torre do século 13 foi desmantelada. Também foram destruídas 28 estátuas da galeria dos reis e de todas as grandes esculturas dos portais, com exceção do Virgem do Trovão, localizada na entrada do claustro.

– Durante esta época, a igreja foi transformada em um tempo do Culto à Razão, uma espécie de religião da nova República. Em seu interior, as estátuas da Virgem Maria foram substituídas por esculturas da Deusa da Liberdade, e cruzes foram removidas.

– Alguns de seus sinos da torre norte foram derretidos durante a revolução para a fabricação de balas de canhão. Foi usada como depósito, antes de voltar a ser um templo católico, em 1801.

Tela de Jacques-Louis David “A Coroação de Napoleão”, exposta no Museu do Louvre.

Napoleão Bonaparte escolheu a igreja para ser coroado imperador da França, em 2 de dezembro de 1804. A tela pintada por Jacques-Louis David, “A Coroação de Napoleão”, foi encomendada pelo próprio Napoleão e atualmente está exposta no Museu do Louvre, também em Paris.

– O romance “O Corcunda de Notre-Dame”, do escritor francês Victor Hugo, foi publicado em 1831, e ajudou a popularizar a catedral no mundo todo com a história do tocador de sinos corcunda Quasímodo.

– No ano passado (2018), a Catedral de Notre-Dame lançou pedido urgente de arrecadação de fundos para recuperar sua estrutura, que estava desmoronando. O valor necessário para a restauração era estimado em 150 milhões de euros.

– O presidente francês Emmanuel Macron lançou no dia 15 de abril de 2019 um novo pedido de ajuda financeira para recuperar o monumento destruído pelo incêndio.

Com informações da Época Negócios

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