Espetáculo resgata a ‘Era de Ouro’ dos festivais de MPB

Foi no período do regime militar no Brasil (1964 a 1972) que uma parte da sociedade, em especial a artística, iniciou manifestações musicais onde as letras das canções traziam o peso de quem queria liberdade de expressão, liberdade de ir e vir, liberdade de pensar e criar. A munição para a guerra era o canto nascido nos festivais de música popular brasileira. “Arrastão”, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, foi composta em 1965 e venceu o 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior na voz de Elis Regina.

A jovem cantora fez uma apresentação explosiva. Elis subverteu todas as regras da contenção vocal e da performance minimalista exigidas pela bossa nova e se tornou um divisor de águas inaugurando um novo estilo de cantar e se apresentar. Estava inaugurada a ERA DOS FESTIVAIS DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA. Naquela época foram revelados nomes como Elis Regina, Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo e vários outros.


Com direção musical do compositor carioca Edu Krieger, o evento traz ao palco Nina Wirtti (Foto: Divulgação)

Ao longo dos anos as canções se tornaram valores atemporais da MPB. E a saudade de festivais como esse deram gancho para que, em 2016, passados mais de 50 anos, fosse criado o show “MPB – A Era dos Festivais” que emociona o público admirador da boa música fazendo um diálogo entre gerações, afinal, os artistas presentes no palco são filhos diretos da geração dos anos 1960.

Com direção musical do compositor carioca Edu Krieger, o evento traz ao palco Nina Wirtti, considerada uma “revelação fulgurante” e um dos maiores destaques da nova geração da MPB, em músicas que mantêm sua força no imaginário brasileiro, e oferecem uma resposta de paz e diálogo aos tempos atuais. Os arranjos são assinados por Marcelo Caldi, um dos mais reconhecidos da nova geração brasileira.

O roteiro celebra o repertório de pérolas da Era dos Festivais e da Era de Ouro do Rádio, destacam-se sucessos como “Arrastão” (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), “A banda” (Chico Buarque), “Disparada” (Geraldo Vandré e Theo de Barros), “Ponteio” (Edu Lobo e Capinam), “Alegria, alegria” (Caetano Veloso), “Pra não dizer que não falei de flores” (Geraldo Vandré) e “Fio maravilha” (Jorge Ben Jor), entre vários outros. A pesquisa de repertório levou em conta os principais festivais de música realizados nos anos 1960, exibidos pelas TVs Excelsior, Record, Rio e Globo. Destaque para o Festival da Música Popular Brasileira e Festival Internacional da Canção.

A apresentação, que poderá ser vista no Teatro Rival Petrobras (Cinelândia/Rio de Janeiro), no dia 17 de maio (sexta), 19h30, revela a atualidade das canções nascidas há cinco décadas e a importância da preservação desse legado, que se tornou referência matriz para toda a produção da MPB desde então. Um verdadeiro resgate de letras e melodias que tocam a alma e fazem parte da nossa identidade cultural. Os ingressos estão à venda e os 100 primeiros compradores pagam o preço promocional de R$ 40,00.

Apesar da diversidade temática das canções, é possível notar um traço comum entre os versos, os quais alude a uma espécie de devir-Brasil, um sentimento tácito de otimismo e luta por um país e uma sociedade mais democrática e igualitária. Em seu nascedouro, a MPB embalou um sonho modernista, de unir o Brasil através de sua cultura, num franco diálogo antropofágico. O caráter político, de protesto e conscientização, também é marca do cancioneiro. Destaca-se ainda a excelência musical dos artistas do espetáculo e o envolvimento afetivo com o universo temático, além das intervenções teatrais, buscando aproximar os vários campos da arte.

No roteiro, destacam-se sucessos como “Arrastão” (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), “A banda” (Chico Buarque), “Disparada” (Geraldo Vandré e Theo de Barros), “Ponteio” (Edu Lobo e Capinam), “Alegria, alegria” (Caetano Veloso), “Pra não dizer que não falei de flores” (Geraldo Vandré) e “Fio maravilha” (Jorge Ben Jor), entre vários outros. A pesquisa de repertório levou em conta os principais festivais de música realizados nos anos 1960, exibidos pelas TVs Excelsior, Record, Rio e Globo. Destaque para o Festival da Música Popular Brasileira e Festival Internacional da Canção.

Sucesso absoluto junto ao público do Rio de Janeiro com mais de 30 apresentações desde a sua estreia, em 2016, atraindo milhares de pessoas nos mais importantes teatros da cidade, o show “MPB – A Era dos Festivais” emociona ao fazer um diálogo entre gerações, afinal, os artistas presentes no palco são filhos diretos da geração dos anos 1960.

Com direção musical do compositor carioca Edu Krieger, o evento traz ao palco Nina Wirtti, considerada uma “revelação fulgurante” e um dos maiores destaques da nova geração da MPB, em músicas que mantêm sua força no imaginário brasileiro, e oferecem uma resposta de paz e diálogo aos tempos atuais. Os arranjos são assinados por Marcelo Caldi, um dos mais reconhecidos da nova geração brasileira.

A apresentação revela a atualidade das canções nascidas há cinco décadas e a importância da preservação desse legado, que se tornou referência matriz para toda a produção da MPB desde então.

Apesar da diversidade temática das canções, é possível notar um traço comum entre os versos, os quais alude a uma espécie de devir-Brasil, um sentimento tácito de otimismo e luta por um país e uma sociedade mais democrática e igualitária. Em seu nascedouro, a MPB embalou um sonho modernista, de unir o Brasil através de sua cultura, num franco diálogo antropofágico. O caráter político, de protesto e conscientização, também é marca do cancioneiro. Destaca-se ainda a excelência musical dos artistas do espetáculo e o envolvimento afetivo com o universo temático, além das intervenções teatrais, buscando aproximar os vários campos da arte.


Repertório
1. DISPARADA (Geraldo Vandré e Theo de Barros) / DOMINGO NO PARQUE (Gilberto Gil) / ARRASTÃO (Edu Lobo e Vinícius de Moraes)
2. SABIÁ (Tom Jobim e Chico Buarque)
3. PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES (Geraldo Vandré) / BR-3 (Antonio Adolfo e Tiberio Gaspar) / SINAL FECHADO (Paulinho da Viola)
4. MARIA, CARNAVAL E CINZAS (Luiz Carlos Paraná) / ANDANÇA (Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós)
5. CAROLINA (Chico Buarque)
6. TRAVESSIA (Milton Nascimento e Fernando Brant)
7. LAMA SEM ALMA (Edu Krieger)
8. BETO BOM DE BOLA (Sérgio Ricardo)
9. PONTEIO (Edu Lobo e Capinam)
10. RODA VIVA (Chico Buarque)
11. SAVEIROS (Dori Caymmi e Nelson Motta) / FUGA E ANTIFUGA (Edino Krieger e Vinícius de Moraes) / CANTIGA POR LUCIANA (Paulinho Tapajós e Edmundo Souto)
12. ALEGRIA, ALEGRIA (Caetano Veloso) / PROIBIDO PROIBIR (Caetano Veloso)
13. DOIS MIL E UM (Tom Zé e Rita Lee) / SÃO, SÃO PAULO (Tom Zé)
14. DIVINO MARAVILHOSO (Caetano Veloso e Gilberto Gil) / FIO MARAVILHA (Jorge Ben)

Ficha Técnica
Edu Krieger – idealização, direção musical, pesquisa, violão e voz
Nina Wirtti – voz
Marcelo Caldi – teclados, acordeom e voz
Percussão – Fabiano Salek
Sopros – PC Castilho
Sonorização – Fernando Capão
Iluminação – Kátia Barreto
Produção – Fernando Gasparini


Serviço

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Data: 17 de maio (sexta). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Ingressos: R$ 60,00 (Inteira), R$ 40,00 (Promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 30,00 (meia-entrada). Venda antecipada pela Eventim –http://bit.ly/TeatroRival_Ingressos2GIaEKp  Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.br. Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

 *Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários da Petrobras, Clientes com Cartão Petrobras e Assinantes O Globo.

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