Cazuza ainda vive na música nacional

Grande compositor e cantor, considerado um ‘poeta’ do rock e MPB Cazuza ainda vive no coração dos fãs. Seu estilo de cantar, suas letras políticas e exageradas inspiram antigos e novos nomes do cenário cultural brasileiro. Nesta quarta-feira, 04 de abril, o artista carioca, que enfrentou a Aids e morreu lutando contra ela, completaria 61 anos se fosse vivo.

Ele foi registrado como Agenor de Miranda Araújo Neto, nome que jamais seria chamado e ficou apenas na sua certidão de nascimento. Seu grande apelido seria CAZUZA, cuja voz e letras viscerais seriam eternizadas dentro e fora do Brasil. Anos se passaram de sua morte, em 1990, aos 32 anos, mas sua obra se mantém firme. Se você não conhece “O Tempo Não Pára”, “Exagerado”, “Solidão Que Nada”, “Preciso Dizer Que Eu Te Amo”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Vida Louca Vida”, “Ideologia“, “Poema”, “Bete Balanço”, “Faz Parte do Meu Show”, “O nosso Amor a Gente Inventa”, por favor, vá até o final da matéria para ouvir. Esses são ‘hinos’ que fazem parte da vida de boa parcela dos brasileiros.

Cazuza mudou o cenário musical dos anos 80, como uma das principais referências do rock e da MPB. Filho único de Lucinha Araújo e do executivo João Araújo (1935-2013), Cazuza começou a cantar em 1981, ao ser convidado para o posto de vocalista do grupo Barão Vermelho, então recém-formado por Roberto Frejat (guitarra), Dé (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria).

Sociedade Viva Cazuza

A Sociedade Viva Cazuza nasceu após a morte de Cazuza. A ONG criada por seus pais tem a mãe Lucinha Araújo como diretora. O objetivo da fundação é proporcionar uma vida melhor à crianças e adolescentes soropositivos (portadores do vírus da Aids) através de assistência com cestas básicas, cuidados, roupas, educação, atendimento médico e amor.

A AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (sigla do inglês: Acquired Immune Deficiency Syndrome) se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, o HIV (sigla do inglês – Human Immunodeficiency Vírus). Cansada de ver várias crianças serem abandonadas pelas famílias, Lucinha passou a dedicar seu tempo e carinho materno que antes exclusivo para o seu único filho Cazuza, já morto pela doença, a meninos e meninas que passaram a viver na casa de apoio.

Cazuza no programa Cara a Cara com Marília Gabriela, 1988

Morte de Cazuza – Completo (1990)

Seja o primeiro a comentar