Bibi Ferreira, diva dos musicais, morre aos 96 anos

Um legado de 78 anos de carreira. É isso que deixa para o público a atriz, cantora e diretora Bibi Ferreira, diva do teatro musical brasileiro. Ela morreu aos 96 anos, na tarde desta quarta-feira (13), em decorrência de uma parada cardíaca. Bibi estava em sua casa, no Flamengo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Bibi estreou profissionalmente nos palcos aconteceu em 28 de fevereiro de 1941, ao interpretar “Mirandolina”, na peça La locandiera. Em 1944, montou sua própria companhia teatral, que tinha no elenco nomes como Cacilda Becker, Maria Della Costa e a diretora Henriette Morineau. Nos anos 1980, dirigiu inúmeros programas de televisão e shows de artistas da MPB, como Maria Bethânia e Clara Nunes (1970 / 1980).

Em 2015, entrou para a lista 10 Grandes Mulheres que Marcaram a História do Rio. Virou nome de prêmio… Prêmio Bibi Ferreira, uma espécie de “Oscar” dos musicais no Brasil. No ano passado, os 95 anos fez a turnê de despedida dos palcos “Bibi – Por Toda Minha Vida”, espetáculo só com músicas brasileiras. Depois disso, se aposentou oficialmente.

“A gente acaba, morre e vai embora, desaparece, né? Mas eu não, eu vou ficar aqui, porque eu tenho um prêmio que leva meu nome! Isso me honra tanto, que não existem palavras que eu possa me expressar. Eu fico tão comovida”, disse a estrela em uma de suas tantas entrevistas aos jornais.

A cantora partiu, mas deixou sua voz no coração dos fãs e suas interpretações têm valores que são atemporais. Impossível não se emocionar com sua voz marcante cantando com vigor e amor músicas de Piaf, Eliza Doolittle, a fadista Amália e tantas outras. A carioca famosa nasceu com o registro de Abigail Izquierdo Ferreira (1º de junho de 1922), daí veio o apelido Bibi.

 

 

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