Bazar vende itens que pertenceram a Elke Maravilha

Elke Maravilha (Foto: Nina Lima

Um bazar com peças do figurino usado por Elke Maravilha está em exposição no apartamento onde a artista morou no Leme, Zona Sul do Rio. Organizado por seu irmão Frederico Grunnup e por seu ex-produtor Maurílio Domiciano, a mostra visa angariar fundos para iniciar o projeto do Instituto Elke Maravilha, desocupar o imóvel onde ela viveu os últimos oito anos e dar oportunidade aos fãs e colecionadores de adquirirem itens que fizeram sucesso e chamaram a atenção na atriz.

acessórios, sapatos, Bolsas, roupas, perucas e itens pessoais de Elke Maravilha
Acessórios, sapatos, Bolsas, roupas, perucas e itens pessoais de Elke Maravilha (Foto: TV Globo)

O Bazar Maravilha conta com acessórios, sapatos, bolsas, roupas, perucas e itens pessoais de Elke Maravilha, que morreu em agosto aos 71 anos. Além de ser exposto no Rio a ideia de Frederico Grunnup é levá-lo para São Paulo também.

“O bazar inicia o projeto com duas exposições, no Rio e outra em São Paulo, além de uma terceira mais compacta e itinerante, indo para vários cantos, como Elke sempre fez”, explica do produtor, que estima pelo menos dois anos para tirar a ideia do papel.

Peças históricas

Uma enorme arara com roupas usadas por Elke Batista ocupa a apertada sala do apartamento. Nas paredes estão fotos, cartazes, quadros, imagens de santos, bruxas, cabeças africanas e um boneco de porcelana de Chacrinha. Em uma das fotos, ela está em um jogo de futebol com Garrincha, de quem ganhou uma camisa no final da partida.

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Bolsa feita de jornal está à venda por R$ 400,00 (Foto: Reprodução/Instagram CasaDaElke1)

A artista gostava de itens exclusivos e por isso muitas vezes montava as peças que usava, principalmente os acessórios. Para isso, ela fazia compras em lojas da Saara – polo comercial no Centro do Rio, e na 25 de Março, famoso setor de lojas baratas em São Paulo.

Uma de suas principais e mais emblemáticas criações está na parede: um gigante e pesado colar de prata montado ao longo de 40 anos com pecas como uma placa que ela recebeu da avó russa e a chave do portão de um cemitério da cidade de Colatina, no Espírito Santo. A última vez que ela mexeu no colar para incluir nova peça foi em junho quando ainda não tinha conhecimento sobre sua doença.

Elke era uma apaixonada por botas, em especial as botas acima dos joelhos conhecidas como over the knee ou cuissardes, e elas são destaque na mostra. Muitas foram confeccionadas pelo carnavalesco Fernando Pinto. Uma marca no visual da atriz, as perucas nos mais diversos estilos e cores também integram o acervo exposto.

Boa parte das peças de Elke Maravilha não estão à venda no bazar. Mas os interessados podem comprar pulseiras, anéis e vestidos mais atuais com preços que entre R$ 90 e R$ 4 mil. As vendas estão sendo feitas pelo site criado pelo irmão da artista. O Bazar Elke Maravilha fica aberto até o dia 20 de novembro e também pode ser visto pelo Instagram CasaDaElke1, da artista. O agendamento de visitas pode ser feito pelo telefone (11) 99564-0511

Elke Maravilha morreu no dia 16 de agosto em um hospital da Zona Sul do Rio, onde estava internada desde o dia 20 de junho. Nascida na Rússia e veio para o Brasil ainda criança. Ela se destacou como atriz, mas também foi modelo, bibliotecária, secretária, bancária, professora e tradutora. Casou-se várias vezes. Era uma pessoa polêmica: na ditadura militar foi presa por desacato depois de rasgar um cartaz de procurado com a foto do filho da estilista Zuzu Angel, para quem desfilava como modelo e foi eleita rainha de Associação de Prostitutas no Rio.

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