União Europeia planeja cobrar taxa de entrada para viajantes não europeus

Medida visa reforçar os controles de segurança e de imigração

A forte crise imigratória que vem ocorrendo nos últimos anos na Europa levou as autoridades a criarem medidas mais restritivas para entrada de cidadãos não europeus no espaço Schengen. A União Europeia (UE) apresentou neste mês planos de implementar a cobrança de uma taxa de cinco euros para turistas e viajantes de negócios que não necessitam de visto, como brasileiros. A medida chamada “Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagens” (ETIAS) foi inspirada no registro eletrônico online utilizado pelos Estados Unidos.

Depois de solicitar a autorização prévia, um sistema automatizado realizará uma série de controles para decidir se expede ou nega a entrada na UE. Ainda assim, a decisão final de permitir ou rejeitar a entrada caberá aos guardas nacionais que realizam os controles fronteiriços. Comprovações prévias podem facilitar as inspeções.

A taxa de solicitação tem validade de cinco anos e servirá para múltiplas viagens. Após esse período, os dados pessoais serão apagados automaticamente do sistema. O mecanismo, segundo a Comissão Europeia, ajudará a identificar casos de imigração irregular ou “riscos” de segurança.

Atualmente cerca de 60 países são isentos de visto para o espaço de Schengen, incluindo Estados Unidos, Canadá, Austrália, Brasil, Japão, Argentina e Chile. Os não europeus terão dados registrados em um banco de dados antes da viagem.

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