Crítica Filosófica: Blue Jasmine

filme americano de comédia dramática de 2013 dirigido por Woody Allen e protagonizada por Cate Blanchett.

“…você me viu na maior solidão, sem um sonho no coração…”(parte da música BLUE MOON,tema do referido filme, composta por Elvis Presley). O inicio dessa música, do fantástico Elvis, define bem o estado da pobre JASMINE (personagem de C.B) durante todo o filme.

Elogios a parte, pois o filme é uma obra prima do fantástico W.Allen que retrata de forma alegre e dramática, ao mesmo tempo, a desorientação pela não aceitação das mudanças da vida, me levando a pensar: Quantos de nós já fomos Jasmine por algum tempo? ou, Quantas Jasmine já conhecemos?

Tenho percebido que o ser humano tem se preocupado mais com a sensação parca de um sentimento de felicidade do que em se entender para realmente encontrar algo que vai além desses métodos hedonistas que jogam o ser num espiral infinito de decepções e cansaço.

É muito mais fácil se entregar a um modo de vida que evita a reflexão ( e a dor que ela provoca) do que se preparar para as instabilidades que a vida sempre traz. Esse método, muito perigoso por sinal, tem como sintoma uma coisa que chamamos de negação, pois faz com que aceitemos de “cara dura” a morte em vida! A constante negação alimenta a covardia de desbravar os labirintos que levam a paz interior. Algo que nunca passa, nunca envelhece e nunca sai da moda!

Nossa personagem em questão, se entrega a essa negação de forma brutal por não aceitar a mudança drástica que a vida lhe impôs. O interessante é que todas essas pessoas, antes de serem obrigadas a enxergar essas mudanças, vem vivendo de forma mentirosa há muito tempo. Seria trágico se não fosse cômico, as crises neuróticas que Jasmine demonstra durante todo o filme, nos levando a identificar comportamentos muito similares que já tivemos em algum momento.

Uma das questões da Antropologia Filosófica é definir o homem como o ser que pergunta.

Partindo desse princípio sabemos que somente as respostas certas podem realmente aliviar o peso das mudanças inerentes a algo desconhecido: A vida!

Você tem feito que tipos de perguntas para a sua vida? Ou você prefere continuar cantando Blue Moon?

Marcio Garrit – Cinéfilo e Estudante de Filosofia e Psicanálise.

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